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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Compactos De Solidão

Eu me considerava tão velho, aliás, não tão velho assim, mas me parecia que o mundo tinha se afastado de mim. As coisas pareciam diferentes, tudo passava rápido demais e sem nenhum vigor... Uma vida difícil para um cara de quase 50 anos. Aonde tudo ia parar?
Saí do meu trabalho e me lembrei que voltaria para aquele apartamento pequeno demais para as minhas frustrações, onde eu tinha alugado fazia um ano e meio, mas eu não gostava nem um pouco dele, ou talvez, até gostasse, achando que ele poderia compactar um pouco meus pensamentos de um divorciado sem filhos. Ainda assim, eu não queria aquele retorno ao meu lar em plena sexta feira, onde sequer havia um futebolzinho na TV, queria fazer qualquer coisa para desvencilhar da minha rotina, para variar um pouco aquele costume de sempre. Fui comprar roupas com o salário que tinha recebido fazia uma semana, precisa renovar alguma coisa... Comecei pelo armário.
Fui parar no shopping, em qualquer loja de departamentos e, de repente, me vi perdido em meio a tantas opções, tantas etiquetas, tantos preços e tantas vidas soltas dentro de um lugar. Chamei a funcionária para me ajudar, a escolher as cores, modelos e, principalmente, para que eu não me sentisse tão sozinho. Ela era tão bonita, tão encantadora, que fez com que eu realizasse, por alguns minutos, o meu sonho de uma nova companheira, uma mãe, uma amante, uma tia, uma amiga, ou qualquer mulher que obtivesse a minha vida de volta. Eu só poderia estar ficando louco, eu estava pensando tudo isso de uma simples atendente de loja, ou talvez aquilo não seria loucura e sim, falta de amor.
Escolhi as peças de roupa, paguei tudo no caixa e voltei pra casa, tentando deixar de lado todos aqueles sofrimentos incrustados, impregnados nas minhas roupas novas e nos meus pensamentos antigos.

2 comentários:

Reinofy Duarte disse...

"Ah look at all the lonely people..."

Tudo é falta de amor...

Line disse...

muito bommm
minha prima é um talento só
uhauhauhauha
te amo, primaa